Um das saídas da pandemia passa pelo espaço

O Lockdown e o isolamento espacial são o grande tema do debate. Hoje podemos considerar como uma das mais importantes ferramentas para tentarmos impedir que a cepa que causa o COVID19 tenha mobilidade através de seus vetores que somos nós, reduzindo assim a pandemia.

É possível que vivamos muito tempo com este vírus circulando por ae, sem vacina ou profilaxia eficiente, estamos pensando em vida pós-pandemia porque prevemos um futuro pós-pandemico, mas esse futuro não é tão previsível quanto parece.
Neste sentido, cabe a quem trabalha com o espaço, lugar e território uma dura missão: cosntruir um plano de isolamento da cepa. Assim como foi com a MERS ou outras SARS que hoje se encontram retidas em alguns locais do planeta.
Infelizmente, movido por uma série de ajustes desajustados do governo federal do Brasil, caminhamos para ser um dos territórios do planeta que concentrará esta doença. Sim, esta é uma realidade que está diante de nós e que devemos enfrentar sabendo que pode ser algo de médio e longo prazo.
A notícia recente de que a FIOCRUZ tem conseguido aumentar significativamente a produção de testes pode ser um grande alento, pode nos permitir trabalhar dentro de um raciocínio de prevenção a partir dos testados como fez a Coreia do Sul. Nossa dificuldade porém está em confrontarmos esta realidade com o tamanho do território nacional e suas muitas relações discrepantes, desigualdade social, disputas, lutas urbanas e rurais, fronteiras e relações continentais e somar a isso a luta anti-científica do governo federal.
Podemos não conseguir encontrar a cura ou erradicar a COVID, mas podemos reduzir seu círculo de transmissibilidade a poucos espaços. Talvez concentrá-la em uma cidade, estado ou região, o que desafogaria o sistema global na luta contra a mesma. Por isso as políticas de isolamento espacial são tão importantes neste momento.


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